Setores da Construção pressionam a Caixa.

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Por que projetos como o "Minha Casa, Minha Vida" não avançam em determinadas regiões?





A reclamação mais comum entre construtores e fornecedoras do setor, é que os valores pagos pelo governo federal estão defasados em relação aos preços de mercado: 

Após muita pressão das empresas, o governo decidiu rever o indicador usado como parâmetro para compras públicas, financiamento imobiliário e licitações, o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices (Sinapi).

A Caixa Econômica Federal (CEF) contratou a Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE) para revisar o Sinapi. CEF e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) são responsáveis pela divulgação, metodologia de cálculo de preços e controle de qualidade dos indicadores.

A medida vem bem a tempo. Segundo Sérgio Watanabe, presidente do SindusCon-SP, a revisão dos índices do Sinapi tem sido uma reivindicação do setor junto à CEF há mais de quatro anos. "É muito difícil um preço unitário contemplar todo o Brasil, por isso essa questão é tão polêmica", diz.

Para ele, a FDTE deve ouvir o mercado e discutir estas questões com as empresas do setor enquanto prepara a revisão. "A área de construção tem visto as imensas controvérsias do Sinapi, temos interesse em discutir", afirma Watanabe.

Edson Fernandes, gerente nacional do PSQ - Programa Setorial da Qualidade e membro da Afeal - Associação Nacional dos Fabricantes de Esquadrias de Alumínio, também confirma que a entidade solicitou revisão nos preços praticados pelo indicador do governo no ano passado.

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"Fizemos um levantamento com fabricantes de várias regiões e os preços efetivamente praticados não batiam com os que estavam no Sinapi."




Fernandes afirma que a Afeal não recebeu uma resposta oficial da CEF. "Acredito que a contratação da FDTE seja a resposta às demandas do setor".

Plano de Ação:

A revisão do Sinapi será coordenada pelo professor Ubiraci de Souza, especialista em indicadores que ajudem no prognóstico de obras da construção civil, com apoio da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.

De acordo com Souza, o trabalho de revisão das cerca de 5 mil composições de serviços que formam o Sinapi deve levar entre três e cinco anos. A expectativa é que as atualizações sejam feitas imediatamente após cada revisão. "O objetivo é termos bons indicadores para ajudar nas decisões de compras dos órgãos públicos", diz.

Souza afirma que os novos indicadores vão melhorar as discussões sem relação aos preços praticados pelos governos. "Hoje a discussões muito paradigmáticas. Em São Paulo, por exemplo, sabemos que várias empresas não participam do programa ‘Minha Casa, Minha Vida' alegando custo. Mas o que na composição desse custo afeta essa decisão"?

De acordo com Souza, o foco do trabalho será rever principalmente as variáveis físicas que compõe o preço dos produtos e serviços. "Quantos quilos de cimento é preciso para determinada obra, quantas horas de trabalho de um servente e quantas horas de uma betoneira, por exemplo, explica".

Serviços:




Fonte: Mídia News.

Edição e Publicação | Equipe | Imovel e Dicas

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